Saúde Mental, Psiquiatria e Psicanálise: Prof. Dr. Mario Rodrigues Louzã Neto, Saude mental

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:: Doenças :: TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE NO ADULTO

O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é bem conhecido como uma doença típica da infância. A criança apresenta falta de persistência nas atividades que envolvem concentração, não completa as tarefas, tem atividade excessiva e desorganizada. Pode ser também impulsiva e imprudente, propensa a acidentes e freqüentemente apresenta problemas disciplinares por infração não premeditada de regras. Até há poucos anos acreditava-se que o TDAH melhorava ou desaparecia a medida que a criança tornava-se adulta. Sabe-se hoje, no entanto que esse transtorno persiste em cerca de 30% a 50% dos adultos que tiveram TDAH na infância. Em geral o transtorno é mais leve no adulto do que na criança, mas mesmo assim pode prejudicar bastante o cotidiano da pessoa.

A primeira condição para se fazer o diagnóstico de TDAH no adulto é constatar que a pessoa teve essa doença na infância. A doença não se inicia na idade adulta, trata-se da persistência da doença da criança no adulto.

Os sintomas principais do TDAH no adulto são:

1. Déficit de atenção: a pessoa distrai-se com facilidade, comete erros por distração no trabalho ou nas atividades que exigem concentração, é desorganizada, "avoada", esquece compromissos assumidos, perde seus objetos ou não lembra onde os deixou, não presta atenção quando alguém está falando consigo, "sonha acordado".

2. Hiperatividade motora: agitação ou inquietação constantes, a pessoa não consegue ficar muito tempo parado, está sempre "a todo vapor", se está sentado fica mexendo os dedos, os pés, não consegue assistir TV ou um filme sem se levantar. Há uma movimentação excessiva e desnecessária para o contexto.

Outros sintomas característicos são:

1. Labilidade afetiva: oscilações entre tristeza e euforia, "altos e baixos", mudanças bruscas de humor.

2. Temperamento explosivo: "pavio curto", brigas e discussões por motivos fúteis, perda de controle.

3. Hiperreatividade emocional: "fazer tempestade em copo d’agua", dificuldade de lidar com situações de pressão, de estresse, facilmente fica estressado.

4. Desorganização: mesas desarrumadas no trabalho, perda de documentos importantes, relatórios mal feitos,

5. Impulsividade: agir sem pensar, decisões são tomadas sem pensar, rompem ou iniciam relacionamentos/casamentos abruptamente, deixam empregos subitamente.

As manifestações acima descritas devem ter duração de pelo menos 6 meses e ser suficientemente graves para prejudicar a vida cotidiana, profissional ou familiar.

Além do comprometimento em diferentes áreas (social, profissional, familiar) muito frequentemente essas pessoas fazem também abuso de drogas (alcool, cocaina etc) e podem apresentar outros transtornos mentais concomitantemente (depressão, ansiedade).

O tratamento é feito principalmente com medicamentos (psicoestimulantes e antidepressivos) e psicoterapia.

Última Atualização: setembro/2010

Prof. Dr. Mario Rodrigues Louzã Neto
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